A minha sensibilidade muito me assusta em momentos na minha vida.
As vezes parece mais estar me jogando de um precipício a outro,sem cair no abismo,apenas mudando de ares,de paisagens,e tudo o mais.Não me sinto bem comigo mesma,nesses momentos,mais e parece que outro adentrou em mim,e me torno uma estranha tendo de me adaptar a mim mesma.Num susto,um sufoco as vezes.Valei-me ao menos eu sair com vida.E a antiga moradora que ainda de alguma forma fica aqui também,agora está encolhida pela falta de espaço,pelo novo morador.Esse novo "eu" trás novos quereres,as vezes enfatiza velhos sonhos que devem sim ,ser vividos.E mais forte com mais frescor por viver a vida de agora em diante,ele arrasta,escancara as feridas,e diz meu deus!! que coisa feia,suja fedida,que você deixou apodrecer por aqui,nada de olhar o belo nesse momento,ele quer mais,quer o novo,o começo,o início,e isso é limpo,muito,muito limpo,cheiroso,é hora de bagunçar,daquelas bagunças pra se fazer uma verdadeira faxina.E essa nova ocupação parece ocupar todo espaço,mas também parece achar o pequenos espaços vazios,mal distribuídos dentro de nós,luares que só algumas coisas preencherão,coisas que precisamos entender o que seriam,para buscá-las,para preencher corretamente e não acabar como quem coloca um piano dentro do banheiro,ou uma escada em cima da porta de entrada da sala.É essencial preencher,mas se não sabemos escutaremos ao menos nossa sábia intuição,nosso mais sublime superior,que nos dirá que azul turqueza combina com qualquer coisa,e plantas ornamentais podem dar um charme a mais na entrada da porta,ou numa varanda singela como jardim japonês,e assim cada coisa vai habitando,e agente vai enxergando nossa casa mais a nossa cara.E assim vai se amorando dela!!
E assim resolvi algumas coisas da vida:
comer segundo minha amiga da medicina chinesa,menos variedades de alimentos de uma só vez,e menos condimentos;
água pra toda ansiedade;
vela pra todo medo;
viajar com as amigas pro litoral antes de qualquer para sempre surgir;
anotar os sonhos;
esse ano não que sair a horta,deve sair a horta;
quanto mais sai dinheiro,mais entra dinheiro;
e aí voueu raízes do meu pernambuco....e daqui um ano raízes do meu machu picchu interior.
tudo no seu singelo florescer,tudo entregue nas mãos de quem saberá....


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