A festa dos desperdício de belezas,aconteceu realmente,e ela estava lá,pra ele,esperando luzes,sons e cheiros,mas ele não estava.Estava no mais alto padrão de beleza que ela já havia visto,na verdade nunca tinha visto tanta lindeza,tantas sensações lhe passarão,mas ela correu,fugiu,não conseguia abraçar coisas que não eram suas.Nem mesmo aquelas que poderiam vir a ser.
Como disse ele não estava lá pra ela,parecia estar,mas no meio de tuso,no que parecia ainda ser o começo,ele foi e lhe disse adeus.
Só pra lhe marcar,só para lhe tirar o último suspiro,talvez quase conseguiria levar sua última gota de esperança,mas ela é foi mais esperta e não deixou,se agarrou a ela,e deu o último abraço,a última encostada na barba macia dele,e o deixou ir,como se nada tivesse prestes a desmoronar.Ao voltar ela tentou se apegar ao horizonte,gritando pelos olhos pra que ele ainda voltasse,pra que no meio do caminho ele pensasse que aquela era uma das poucas oportunidades que tinham de se realizar,mas será que ele queria?
E será que agora ela queria também?prestes a desmoronar,ela vestiu sua armadura,e se resguardou,perdida não estou,sei a que vim,porque estou aqui,e pra frente eu me vôo.E ela assim ficou,uma esperança permeou seu coração,não a enchendo de ilusões que lhe animariam por aquele momento,mas esperanças de que ela estava mais presente em tudo,e por isso ela encontra-se mais viva do que ele,e aquilo tudo que estava ali.Ao som do maracatu ela dançou e acreditou que faz parte do caminho certas coisas,e principalmente faz parte do caminho não se deixar desesperar pelo que não foi.

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