Mas vem cá!senta aqui e me conta umas coisas...
de onde vocÊ vem?
e pra aonde quer ir?
Perguntas pequenas,mas que carregam enormes dúvidas quando nos fazemos.Se soubéssemos respondê-las,que bom seria a vida.Em meio a minhas escuras andanças por purificação,me vejo desajeitada,e me esforçando muito para ver quem é essa que caminha.Além de tentar ver a mim mesma,também tento visualizar o caminho que sigo,porque o escolhi?pra aonde me levará?será o fim quando terminá-lo,ou ainda poderei fazer outros caminhos??
Sinceridades a parte,eu digo que descobri que sentar na grama,e sentir que estou presente de coração sobre a grama do meu jardim,faz com que eu a veja mais verde.E perco a necessidade de muita cor,menos cor por favor,e mais cada cor,uma de cada vez,e assim vou aprendendo que a grama não é verde só pra ser bela,mas porque nos convida a sentar nela,as vezes deitar e se sentir aptos para uma conversa no jardim,verde tão amigo,tão aberto e convidativo,tão alegre e tão simples,alegre sem se rasgar,apenas alegre em se sentir alegre.
Ainda no jardim,eu me encontro como ele em expansão,e na minha vida envolta em minhas vaidades.
A rosa não é apenas bela,as flores de Iris não se abrem apenas por abrir,elas sentem a sincronicidade do tempo da natureza envolta,para oferecer o alimento certo ,a semente exata ao solo que pede suas heranças,um solo bem olhado bem cuidado.E o verde esperança,envoltado em seu colo.
Continuo pelos caminhos das bordanças,me encontrei em algumas questões voltados para o futuro,e sigo pelo caminho estreito da paciência,caminho que muitos escolhem não arriscar,qualquer movimento brusco descemos precipício abaixo,e voltamos para trás,só que machucados.Enquanto murcham e brotam flores,enquanto eu aguardo,e me guardo para dias esplendorosos que vimrão,meus cabelos crescem,meu olhar fixa e enxerga detalhes para minha criatividade,e vou dando cor a minha vida.

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