sábado, 28 de dezembro de 2013

Confiar,é um aroma pelo ar daquilo que não se vÊ.

A remar meu barquinho,me vejo longe da chegada,e me sinto cansada,como se faltasse muito ainda para chegar a margem.E tenho muita fome,muita sede,e parece que não me restarão forças pra chegar viva,a cada suspiro uma luta,a cada remada,uma luta para que a vontade não se vá,o coração parece estar sendo espremido,calar frio,e ainda assim uma certeza,a de que não quero voltar,isso me trás novas forças para ir mais rápido com a maré e contra a maré,as vezes ela está a favor,e as vezes os ventos parecem quase me jogar para dentro do mar,como se quisesse me castigar por querer demais.Olho pra cima,e peço mil motivos pra continuar acreditando que o querer faz o homem,que o querer faz a estrada mais longa,ou mais curta,mais árdua ou mais brilhante.

hoje li um trecho de um texto que me deu uma pequena sensação do encontro com todas essas coisas que ando querendo:

"Todos os dias atravessamos a mesma rua ou o mesmo jardim; todas as tardes os nossos olhos batem no mesmo muro avermelhado feito de tijolos e tempo urbano. De repente, num dia qualquer, a rua dá para outro mundo , o jardim acaba de nascer, o muro fatigado se cobre de signos."

Quem escreveu foi Octávio paz, citado no livro da ostra feliz que não faz pérola de Rubem Alves.

E eu sigo dormindo e acordando na luta de poder continuar acreditando em mim mesma,no meu chamado,na minha intuição,na minha inspiração,nas minhas boas horas que irão chegar,enquanto não chegam eu vou zelando pelos dias,zelando pela minha escolha,acordando toda noite em sonhos,e acordando ao raiar do sol para despertar.

amém!




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