Agora,é que descobri que o melhor da vida é não carregar muitos planos,seguir mais leve,eles por vezes pesam e apenas fazem volume em nossa forma humana,as vezes nos atrapalham tanto,fazendo-nos parar e olhar e reler,e nos tropeçam,bagunçam,e se soltam no vento forte das mudanças,e nos fazem ter de parar de sentir o vento,para ter que segurá-los pelos dedos,e quando se espalham ter de correr atrás,resmungando do próprio vento que brinca com agente.E cheguei a conclusão nada de muitos planos,um de cada vez,se precisar um por ano,ou até um de 3 em 3 anos,planos são necessários,mas muitos planos,é como querer agarrar o mundo com as pernas,e o mundo não para não,ele continua girando,devagar,calmo,rotacionalmente,primavera por primavera,verão por verão...desabrochar e semeadura.
Eu to cansada de algumas coisas,e disposta a jogar alguns papéis de planos de dominar o mundo pela janela,quero limpar a cachola,tirar grandes volumes de idéias e contar apenas com cada saída,cada encontro,e conta comigo,pois contar com eu mesma ja é algo enormemente empreendedor,imagine lidar com o outro,que máscaras ele tem,que desejos,que tem o coração tão longe do meu,escondido por um monte de roupa e até sorrisos,o outro que as vezes te quer ver prosperar mais só ele prosperar també,.tão bom é poder pensar que se eu for mesmo minha amiga,vou me ajudar muito mais que qualquer criatura,vou me entender,vou saber o que se passa em cada vitória em cada derrota,contar comigo,e com a minha poesia,pois é ela que me auxilia a trabalhar,e como tenho deixado de poetisar a vida,os desenhos,principalmente as frases,tenho tido medo do ridículo,serão esses planos que me fazem pensar em planos,traços e retas e me esquecer que avida é escorregadia e tem mil formas,e texturas,e principalmente sensações,no plano cabem metas e lógicas,na vivência de cada momento um por vez,cabem sensações e,essas,trazem o traçado simples da fala do poeta.
A minha poeta por onde você andou,e se afastou,e eu neguei,te isolei também,até esqueci,e agora pra te ter aqui em jardim,como faço,como te trago,como te enlaço,pra eu me liberar,me acalmar.Peço aos seres especiais,rosas,borboletas,pássaros,grilos,sapos,a mangueira que derruba mangas no meu quintal,ao vento que entra pela porta estreita da cozinha que me tragam eu mesma para mim,sinto saudades que só dessa filha do mar,filha do rio,da terra seca e milagrosa,dos horizontes e jóias d'água materializadas.A mundo novo que se abra em mim,quero voltar,quero viver bem em qualquer lugar do planeta,não é a seca,nem o calor,nem o mormaço,a feiura as vezes que me assusta que me fazem ser quem sou,é eu merma,que me solidifico,solitudifico,florifico,é como aquela música....
Reginaluz,por onde Flor,quero ser seu par....
eu e eu,somos a melhor companheira dessa estrada....
Pelo batidão da estrada eu vou
nada não carrego para chegar lá
no reino das flores ali vou morar
Ah !é bom pensar em um plano só,bem devagar.
Ô!!
To procurando é eu mesma!uai!




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